Capa de CORREIO: Postais da Morte. Um barril de correio de madeira manchado de sangue numa praia de Floreana, uma fragata carregando uma carta e um albatroz.

CORREIO

Postais da Morte

Desde 1793, viajantes deixam cartas num barril de uma praia de Galápagos para estranhos entregarem em mãos. Ethan Kyle aprendeu a usar essa confiança.

Thriller psicológico. Grátis no Kindle Unlimited. Livro impresso na Amazon a partir de 20 de outubro de 2026.

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A história

Na Baía do Correio, na Ilha Floreana, existe um barril de madeira onde, desde 1793, viajantes deixam cartas e cartões-postais sem selo. Quem passa leva os que pode entregar em mãos. Olho no olho.

Ethan Kyle é bonito, brilhante e sabe esperar. Em 2006, ele leva a mulher que ama para Galápagos, e lá ela descobre quem ele realmente é. Anos depois, um casal bate à porta do apartamento dele com um cartão-postal retirado do barril.

A partir desse dia, o correio mais honesto do mundo vira o mapa de um assassino cruel: nomes, endereços e famílias inteiras que confiam em estranhos. De Nova Iorque à Flórida, do Novo México aos penhascos dos albatrozes, a caçada policial esbarra na história.

Por que escrevi este livro

Devo confessar que, além da minha esposa, quem me incentivou a conhecer o arquipélago foram os atobás-de-pés-azuis. Quando vi pela primeira vez uma foto desse pássaro incrível, não acreditei. Imediatamente decidi planejar a viagem.

Gostamos tanto que voltamos uma segunda vez. Em pássaros e animais, essa viagem não foi tão rica quanto a primeira, mas foi compensada pelas histórias que ouvi. Foi por causa delas que decidi escrever este livro.

Nos seis anos entre uma viagem e outra, notamos uma grande diferença: mais turistas, hotéis, navios de cruzeiro. Se visitar Galápagos, ajude a cuidar do arquipélago, para que ele se conserve como está para as futuras gerações.

José Carlos Eiras, do prefácio

Histórias reais dentro da trama

Todos estes fatos são reais, e todos aparecem no romance. O autor ouviu a maioria deles dos guias nas ilhas.

  1. 1793

    O barril

    O capitão inglês James Colnett cria o barril de correio da Baía do Correio, em Floreana. Baleeiros passavam anos no mar; os navios que voltavam levavam as cartas. Viajantes o usam até hoje.

  2. 1813

    Espiões no barril

    A fragata USS Essex, primeiro navio de guerra americano no Pacífico, chega a Floreana. Os homens do capitão David Porter leem as cartas dos baleeiros ingleses no barril, descobrem suas rotas e capturam doze navios. Um aspirante de doze anos, David Farragut, assume o comando de um deles; anos depois, ele se torna o primeiro almirante da Marinha americana.

  3. 1820

    O outro Essex

    Um marinheiro do baleeiro Essex, de Nantucket, o navio depois afundado por um cachalote e lembrado em Moby Dick, põe fogo no mato de Floreana. Os baleeiros levam até 200 mil tartarugas-gigantes; as de Floreana desaparecem.

  4. 1828

    O primeiro capitão do Beagle

    Perto de Port Famine, o capitão Pringle Stokes se mata com um tiro. Robert FitzRoy, de 23 anos, assume o comando e, na viagem seguinte, leva um jovem naturalista para lhe fazer companhia: Charles Darwin.

  5. 1835

    Darwin em Galápagos

    O Beagle chega às ilhas. Darwin confunde seus tentilhões; em Londres, o ornitólogo John Gould lhe diz que são espécies diferentes.

  6. 1837

    “I think”

    No Caderno B, Darwin escreve duas palavras e desenha sua primeira árvore da vida.

  7. 1929–1934

    O mistério de Floreana

    O doutor Friedrich Ritter, que arrancou todos os dentes para nunca precisar de dentista, se instala na ilha vazia. Depois chegam os Wittmer e a Baronesa, a autoproclamada Imperatriz de Floreana, que dizem ler as cartas alheias no barril. Em 1934 ela e um amante desaparecem, outro amante aparece mumificado numa praia e Ritter morre de frango estragado. Ninguém jamais é acusado.

  8. 1934

    Ovelhas no Central Park

    O último rebanho deixa o Sheep Meadow, em Manhattan. O antigo curral é hoje o restaurante Tavern on the Green.

  9. 1942–1946

    “A Rocha”

    Os Estados Unidos constroem uma base aérea em Baltra, uma ilha plana de lava, sem água doce. Em 1946 a devolvem ao Equador; a pista é hoje o aeroporto onde todo visitante desembarca.

  10. Anos 1960

    Diego, a tartaruga

    Restam só catorze tartarugas em Española. Um velho macho levado décadas antes para o zoológico de San Diego, Diego, volta para o programa de reprodução e ajuda a salvar sua espécie.

  11. 1971

    George Solitário

    A última tartaruga da Ilha Pinta é encontrada, sozinha. Quando ela morre, em 2012, sua espécie morre junto.

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